comunicação

Medo de ser tocado

Não há nada que o homem mais tema do que o contato com o desconhecido. Ele quer ver aquilo que o está tocando; quer ser capaz de conhecê-lo ou, ao menos, de classificá-lo. Por toda parte, o homem evita o contato com o que lhe é estranho. À noite ou no escuro, o pavor ante o contato inesperado pode intensificar-se até o pânico. Nem mesmo as roupas proporcionam segurança suficiente - quão facilmente se pode rasgá-las, quão fácil é avançar até a carne nua, lisa, indefesa da vítima.

Conversações

(...)a televisão, apesar das tentativas importantes e em boa parte vindas dos grandes cineastas, não buscou sua especificidade numa função estética, mas numa função social, função de controle e de poder, onde reina o plano médio, que recusa toda a aventura da percepção em nome do olho profissional p94

quer se fundar um ‘consenso’, mas o consenso é uma regra ideal de opinião que nada tem a ver com a filosofia. p190

o marketing é agora o instrumento de controle social, e forma a raça impudente de nossos senhores(...).o homem não é mais o homem confinado, mas o homem endividado. p 224

é que a televisão é a forma através da qual os novos poderes de ‘controle’ tornam-se imediatos e diretos. p97

hoje é a informática, a comunicação, a promoção comercial que se apropriaram dos termos ‘conceito’ e ‘criativo’ e esses ‘conceituadores’ formam uma raça atrevida que exprime o ato de vender como o supremo pensamento capitalista, o cogito da mercadoria. p170

Conversações, 1972-1990. Rio de Janeiro, Ed. 34, 1992, tr. Br. Peter Pál Pelbart.

Movimento na comunicação

MALTA EM ELIAS CANETTI. Para além de analisar o termo massa, Canetti também o faz com malta (que deriva do latim movita, significando movimento). Para ele, malta é uma unidade mais antiga do que massa (Canetti, 1995: 93). A malta seria uma horda de número reduzido (10-20 homens) e uma forma que assume a excitação colectiva, visível em toda a parte. Característico de malta é o facto de não poder crescer. A malta consiste num grupo de pessoas excitadas que nada mais deseja do que ser mais.

Blogueiros da comunicação

Encontrei no blog do Rogério Christofoletti uma lista de blogueiros que conversam, pesquisam, atuam nos estudos da comunicação e, principalmente, no impacto da rede nesta mediação.

Sociedade da Informação - resenha

Encontrei uma resenha sobre A sociedade em rede, do Castells - que conclui: Como tendência histórica, as funções e os processos dominantes na era da informação estão cada vez mais organizadas em torno de redes. Redes constituem a nova morfologia social de nossa sociedade e a difusão da lógica de redes modifica de forma substancial a operação e os resultados dos processos produtivos e de experiência, poder e cultura. Tudo isso porque elas são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada, integrando novos nós desde consigam comunicar-se dentro da rede, ou seja, desde compartilhem os mesmos códigos de comunicação ( por exemplo, valores ou objetos de desempenho). Nesse contexto é que a rede é um instrumento apropriado para a economia capitalista voltada para a inovação, globalização e concentração descentralizada; para o trabalho, trabalhadores e empresas voltadas para a flexibilidade e adaptalidade; para uma cultura de descontrução e reconstrução contínuas; para uma política destinada ao processamento instantâneo de novos valores e humores públicos; e para uma organização social que vise a suplantação do espaço e invalidação do tempo.

É oficial!

Agora é oficial. Saiu a lista dos aprovados para o doutorado na ECA. O meu projeto esta disponível aqui... vale!!

Tudo é virtual?

Um dos mais conhecidos autores a tratar do tema é o francês Pierre Lévy. Em seu livro "O que é o virtual?", ele define:

"o virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. Contrariamente ao possível, estático e já constituído, o virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objecto ou uma entidade qualquer, e que chama um processo de resolução: a actualização." (LÉVY, 1996, p.16)

É uma definição filosófica e, como filosofia, é uma especulação, não ciência.

Na tentativa de explicar melhor o que é "virtual", Lévy descreve a situação de uma empresa com departamentos longe da matriz.

A mídia e a modernidade

A Internet em especial, cujo crescimento comparativo é muito maior em relação aos outros meios de comunicação, tanto em número de usuários, como de iniciativas no setor da comunicação. As mudanças na economia política resultaram em quatro tendências, de acordo com Thompson (1995): a concentração, a diversificação, a globalização e a desregulamentação.

Bibliografia

Bibliografia Obrigatória para todas as Áreas do Programa de Ciências da Comunicação:

HARVEY, David. Condição pós-moderna. São Paulo: Ed. Loyola, 1993.

MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos meios às mediações. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2001.

MATTELART, Armand e Michele. História das teorias da comunicação. São Paulo: Ed. Loyola, 1999.

MORAES , Denis de (org.) Por uma outra comunicação: mídia, mundialização cultural e poder. Rio de Janeiro: Ed. Record, 2003.

SODRÉ, Muniz. Antropológica do espelho: uma teoria da comunicação linear e em rede. Petrópolis: Ed. Vozes, 2002.

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