filosofia

Filosofia

Filosofia é filosofar e nada além disso.
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Heidegger

Atributos

"exprimir significa que o ser se exprime nele mesmo, diversificando-se e diferenciando-se originariamente, pois a expressão é ele mesmo em cada um de seus infinitos atributos infinitos. No espinosismo o real é pensado como ser indiviso, energia de uma única ação de um ser que se expressa e é expressado por atributos e modos infinitos - modalizando-se, poderíamos acrescentar.

Os paradoxos da modernidade

Primeiro Paradoxo da Modernidade:

- A natureza não é uma construção nossa: ela é transcendente e nos ultrapassa infinitamente.
- A sociedade é uma construção nossa: ela é imanente à nossa ação.

Segundo Paradoxo da Modernidade:

- Nos construímos artificialmente a natureza no laboratório: ela é imanente.
- Não construímos a sociedade, ela é transcendente.

Constituição da Modernidade:

Primeira Garantia: ainda que sejamos nós que construímos a natureza, ela funciona como se nós não a construíssemos.

Segunda Garantia: ainda que não sejamos nós que construímos a sociedade, ela funciona como se nós a contruíssemos.

Terceira Garantia: a natureza e a sociedade devem permanecer absolutamente distintas; o trabalho de purificação deve permanecer absolutamente distinto do trabalho de mediação.

(LATOUR, Jamais fomos modernos, 2008, p. 37) - [mais aqui]

Multiplicidade

Elias Canetti distingue dois tipos de multiplicidade que às vezes se opõem e às vezes se penetram: de massa e de matilha. Entre os caracteres de massa, no sentido de Canetti, precisa-se notar a grande quantidade, a divisibilidade e a igualdade dos membros, a concentração, a sociabilidade do conjunto, a unicidade da direção hierárquica, a organização de territorialização, a emissão de signos.

Liberar a expressão

A imanência é precisamente a vertigem filosófica, inseparável do conceito de expressão: (...) plano de imanência, aquilo que pode ser endereçado aos filósofos e aos não-filósofos, uma peça delicada de seu sistema - que se destaca como capítulo em “O que é a filosofia?”, mas que na verdade está presente em toda sua obra. “ Que é um campo transcendental?

Deus está no mundo, o mundo está em Deus.

webdeleuze: (Na Ética)... a proposição especulativa de Spinoza é: só existe uma única substância absolutamente infinita, ou seja, que possui todos os atributos, e aquilo que se chama de criaturas não são criaturas, mas os modos ou maneiras de ser dessa substância. Portanto, uma única substância possuindo todos os atributos e cujos produtos são os modos, as maneiras de ser.

Adorno asks Canetti

Canetti, Elias + Theodor Adorno: Crowds and Power: Adorno asks Canetti about the close relationship between crowds and
power, survival and self-preservation, and his idea of the "invisible
crowd." Adorno begins by commenting that Canetti's anthropological
works reveal a usually neglected theory about human society and its
power structures. This essay was meant to diagnose the key problems of
contemporary post-World War II society.

Fortes e fracos

Não nos enganemos: os fortes aspiram a separar-se e os fracos a unir-se; se os primeiros se reúnem, é para uma ação agressiva comum, que repugna muito à consciência de cada qual; pelo contrário, os últimos unem-se pelo prazer que acham em unir-se; porque isto satisfaz o seu instinto, assim como irrita o instinto dos fortes. Toda a oligarquia envolve o desejo da tirania; treme continuamente por causa do esforço que cada um dos indivíduos tem que fazer para dominar este desejo.
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Friedrich Nietzsche, in 'Genealogia da Moral'

Mônadas em Tarde

Desde o início de Monadologia e sociologia, a surpresa é inevitável: em vez de fazer a sociologia surgir de uma ruptura radical com a filosofia, Tarde busca na filosofia os princípios ontológicos de um "ponto de vista sociológico universal" (p. 58). Para tanto, ele convoca uma intrincada noção: "as mônadas, filhas de Leibniz" (p. 19). Em Leibniz (1714), as mônadas são as partículas elementares, as substâncias simples de que os compostos são feitos.

Heterogênese maquínica

Guatarri foi o primeiro a dissertar sobre o pós-midiático. 'Heterogenese maquinica' trata das capacidades maquínicas, das diferentes formas de maquinismos que podem escapar as diferentes correntes filosóficas.

Ele hierarquiza máquinas de proto-máquinas a maquinismos. Por exemplo: as máquinas diagramáticas: permitem processos de significação fractal, matemática, que incorpora o comportamento e modifica algo apresentando novas constelações significativas.

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