virtual
virtual sex & drugs
Enviado por hernani dimantas | 17/10/2007 |Virtualidade
Enviado por hernani dimantas | 19/09/2007 |O Pierre Lévy diz que "A virtualidade não tem absolutamente nada a ver com aquilo que a televisão mostra sobre ela. Não se trata de modo algum de um mundo falso ou imaginário. Ao contrário, a virtualização é a dinâmica mesma do mundo comum, é aquilo através do qual compartilhamos uma realidade". O virtual (de que as pessoas falam tanto sem saber o que realmente é, não é nada etéreo) não é um lugar que as pessoas se utitilizam para não-ser o que são: Nada disso, o virtual é parte do que chamamos de real. Faz oposição ao atual, ao presencial. É um espaço de significado simbólico. Um espaço informacional que representa uma nova geração de sistemas de comunicação.
PS: Virtual é uma palavra mal compreendida. Virtual é tão real como o presencial. Virtual tem raiz no latin. Vir é igual a homem, força, virilidade, virtude. E, dessa forma, virtual é potência. Essa analogia permite pensar na rede como um espaço onde a potência é mais sugestiva e operativa do que o poder. Explica- se, assim, a característica rizomática do espaço informacional que opera novas formas de relação na sociedade; Conhecimento livre, copyleft, anarquia e o círculo quadrado são boas sequelas dessa equação.
Cybercultura
Enviado por hernani dimantas | 19/09/2007 |Em contraste com a idéia pós-moderna do declínio das idéias das luzes, afirmo que a cybercultura pode ser considerada como herdeira legítima (embora distante) do projeto progressista dos filósofos do século XVIII. Com efeito, ela valoriza a participação em comunidades de debate e argumentação. Na linha direta das morais da igualdade, ela incentiva uma maneira de reciprocidade essencial nas relações humanas. Desenvolveu-se a partir de uma prática assídua dos intercâmbios de informações e conhecimentos, que os filósofos das luzes consideravam como o principal motor do progresso. E, se alguma vez tivéssemos sido modernos, a cybercultura não seria pós-moderna, mas estaria realmente na continuidade dos ideais revolucionários e republicanos de liberdade, igualdade e fraternidade. Só que, na cybercultura, tais "valores" encarnam-se em dispositivos técnicos concretos. Na era da mídia eletrônica, a igualdade se realiza em possibilidade para cada um emitir para todos; a liberdade se objetiva em softwares de codificação e em acesso transfronteiriço para múltiplas comunidades virtuais; a fraternidade, quanto a ela, se converte em interconexão mundial.
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Pierre Lévy - O universal sem totalidade, essência da cybercultura
Virtual
Enviado por hernani dimantas | 12/09/2007 |"Se os homens criam ou fantasmam máquinas inteligentes é porque, no íntimo, descrêem da própria inteligência ou porque sucumbem ao peso de uma inteligência monstruosa e inútil, então eles a exorcizam em máquinas para poder jogar e rir com elas. Confiar essa inteligência a máquinas libera-nos de toda a pretensão ao saber, como confiar o poder a homens políticos nos dá a possibilidade de rir de qualquer pretensão ao poder."(Baudrillard, 1992: 59)

