conversas

Pois...

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
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Drummond

Neste ano

mafalda


via bicarato

Quando o bazar invade a academia

Na novae: O lance é o transporte. O movimento. É o lance de ready made. O transporte do cotidiano para o campo das artes. Uma privada no museu é uma obra de arte. Passageiros num avião sequestrado não são mais passageiros. Eles são reféns. Na rede somos aquilo que as pessoas dizem que somos. Voltamos à reputação. A conversa é boa!

Roda Viva

hdhd no roda viva

btw.... meu twitter tá colado aqui

Crepúsculo dos ídolos

Nós não nos estimamos mais o suficiente, quando nos comunicamos. Nossas vivências próprias não são de modo algum loquazes. Elas não poderiam comunicar a si mesmas, se elas quisessem. Isto acontece porque lhes falta a palavra. Para o que temos palavra, já estamos um passo adiante de sua concernência. Em todos os discursos há um grão de desprezo. A fala, ao que parece, foi inventada apenas para o que é ordinário, mediano, comunicável. Com a fala vulgariza-se imediatamente o falante. - A partir de uma moral para surdos-mudos e outros filósofos.
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Simpatia parcial e confiança

O que Fukuyama (1996) e Granovetter (2000) estão, no fundo, criticando, é a crença dos economistas numa natureza humana fundamentalmente egoísta. Tal crença, que alimentou e ainda alimenta muitas filosofias,
encontra uma de suas mais importantes críticas na tese do filósofo David Hume (1983). Para este, a visão do egoísmo como fundo da natureza humana é a saída mais fácil para quem procura pensar a sociedade. O que

Conversações

(...)a televisão, apesar das tentativas importantes e em boa parte vindas dos grandes cineastas, não buscou sua especificidade numa função estética, mas numa função social, função de controle e de poder, onde reina o plano médio, que recusa toda a aventura da percepção em nome do olho profissional p94

quer se fundar um ‘consenso’, mas o consenso é uma regra ideal de opinião que nada tem a ver com a filosofia. p190

o marketing é agora o instrumento de controle social, e forma a raça impudente de nossos senhores(...).o homem não é mais o homem confinado, mas o homem endividado. p 224

é que a televisão é a forma através da qual os novos poderes de ‘controle’ tornam-se imediatos e diretos. p97

hoje é a informática, a comunicação, a promoção comercial que se apropriaram dos termos ‘conceito’ e ‘criativo’ e esses ‘conceituadores’ formam uma raça atrevida que exprime o ato de vender como o supremo pensamento capitalista, o cogito da mercadoria. p170

Conversações, 1972-1990. Rio de Janeiro, Ed. 34, 1992, tr. Br. Peter Pál Pelbart.

Memória: passado e presente

Constantemente inibida pela consciência prática e útil do momento presente, isto é, pelo equilíbrio sensório-motor de um sistema estendido entre a percepção e a ação, essa memória aguarda simplesmente que uma fissura se manifeste entre a impressão atual e o movimento concomitante para fazer passar aí suas imagens.

Memória

 cone da memória de bergson

 

Na base P temos a realidade presente, em AB temos a memória, em SAB temos o ponto de contato entre percepção, memória e a realidade presente. Com o tempo a distância entre S e AB aumenta, mas o contato com a realide nunca é um perceber puro, desconectado de AB.
Aspecto importante da teoria: a memória responde ao chamado do presente. É o tipo de coisa que vinculo à posição de Ludlow (na posição de Burge a memória responde ao chamado do passado, por assim dizer).
(A partir de Ecléa Bosi, Memória e Sociedade, pp. 47-48.)

Conversações e público

O caráter cada vez mais urbano de nossa civilização faz com que o número de nossos amigos e conhecidos não cesse de aumentar enquanto seu grau de intimidade diminui, pois o que temos a dizer ou a escrever dirige-s e cada vez menos a indivíduos isolados e cada vez mais a grupos crescentemente numerosos. Nosso verdadeiro interlocutor, nosso verdadeiro correspondente é, cada vez mais, o público.
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Gabriel Tarde, A opinião e as massas, 137

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