Dos micromercados
Os micromercados estão se tornando inteligentes. Escrevi esse texto em 2001. Mas ainda encontro pretensos pesquisadores que não compreendem o significado da linkania. Ou seja, internet não tem a ver com computadores. Tem a ver com pessoas. E, ... essas pessoas encontraram nos blogs, fotologs e nos diversos ‘Orkuts’ uma nova forma de expressão. Um fluxo de informação anárquico, bagunçado e infinitamente mais poderoso do que todos os canais que conhecemos. Esses microcanais de comunicação existem porque existe audiência. É lógico que são micro-audiências, cuja somatória resulta em micromercados de dimensões incomensuráveis. Nada comparável aos canais tradicionais. Mas é uma tendência importante para quem pretende analisar a revolução digital.
Essa micro-audiência é especial. São pessoas que utilizam a Internet diariamente. Trabalham conectadas com o prazer. Afinal, esta é a vocação das pessoas. Fazer do trabalho alguma coisa mais interessante do que se deixar levar pelo marasmo do cotidiano. Creio que o anseio maior das pessoas é diminuir as fronteiras entre trabalho e entretenimento.
Pessoas comuns se dedicam cada vez mais na elaboração de um projeto pessoal. A maioria não está preocupada com estatísticas de visitação. O grande segredo é repercutir as idéias como legado à humanidade. Construindo um projeto de qualidade. Tratando cada leitor com a importância que merece.
Como resultado, os mercados estão ficando mais inteligentes, mais informados, mais organizados. Os mercados conectados estão conversando sobre as empresas. Independente da vontade delas. As pessoas estão falando o que bem entendem. Não estão preocupados em falar demais, citar fontes fidedignas, ou não. As companhias não podem parar este movimento. Os consumidores estão falando. Assim como, não podem parar os seus funcionários de conversarem com seus consumidores. A única opção é encorajar seus funcionários a conversar com os clientes. Eles vão trazer novidades à empresa. Eles ouvem, interagem com os mercados, e vão passar para adiante as suas conclusões energizadas. Os funcionários vão além do sentimento de "ser útil", e ficarão orgulhosos da sua própria habilidade. A lealdade dos clientes não é um ativo. Lealdade está baseada no respeito. E o respeito está traduzido pelo modo que a empresa mostra a cara nestes mercados. Não conversar, e não participar é uma péssima opção. Se as pessoas não estiverem engajadas no diálogo dentro ou fora da organização, outra empresa irá ocupar este lugar. Isto não é brincadeira. É sério. Pense nisso!


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