Intrigas de idéias

Fui assistir nesse fim de semana o filme Intrigas de Estado. O filme protagonizado pelo gladiador Russel Crowe como um jornalista das antigas, Do tempo que o jornalismo se fazia nos bastidores dos jornais na bancarrota. Ben Affleck faz o papel de um congressista cheio de amor pra dar. E por Rachel McAdams, uma bloguei‎ra. A trama é bem fraquinha. Fiquei impressionado com o posicionamento do filme. O jornalista como a última esperança. No entanto, a discussão não é sobre o bom jornalismo, mas qual mídia da o suporte. A blogueira foi apresentada como uma jovem sem experiência.

Homem - máquina - remix

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Flusser tem uma visão da tecnologia como suporte; Ele reproduz a idéia de prótese. A tecnologia cola no homem. Ele diz que as fábricas são lugares onde sempre são produzidas novas formas de homens: primeiro, o homem-mão, depois o homem-ferramenta, em seguida, o homem-máquina e, finalmente, o homem-aparelhos-eletrônicos. Repetindo: essa é a história da humanidade. A máquina distende a mão do homem ao ponto do homem se tornar a máquina, ou a máquina se torna o homem. Oras, tanto faz.

Das Múltiplas Interfaces ao Monstro Cibernético

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somos nossa memória, somos este museu quimérico de formas inconstantes, este monte de espelhos partidos
Jorge Luís Borges

Pois, o que é interface? Para que serve a interface? Será que tem a ver com computadores? Tem sim, ou não?. A interface é um tipo de tradutor que aproxima a linguagem do homem com a máquina. Olhamos para a telinha e já sabemos o que ela nos tem para dizer. Um ícone sedutor fazendo caras e bocas para nossos olhos repletos de informação. Ou, uma chamada para a ação. Ou para a interação.

Diversity and independence

Diversity and independence are important because the best collective decisions are the product of disagreement and contest, not consensus or compromise. An intelligent group, especially when confronted with cognition problems, does not ask its members to modify their positions in order to let the group reach a decision everyone can be happy with.

Massas e multidões hiperconectadas

André Lemos - Cibercultura e Mobilidade faz a passagem entre a massa proposta por Canetti em Massa e Poder com a idéia de smart mobs - conceito de Howard Rheinghold. Eu utilizo o conceito do Canetti para definir uma sociedade que se constitui no movimento tanto das maltas como das massas no contexto da tradição filosofica espinosona. Essa passagem abaixo vai ser útil para fazer o link entre as massas e a multidão....

Novos tempos de uma sociedade em rede

A rede mundial de computadores reflete e estimula, a cada inovação, os desejos da sociedade real. A consolidação das mídias sociais digitais traz para nosso dia a dia os desejos de maior sociabilidade, igualdade, transparência, simetria nos diálogos e relações, inclusão, originalidade. Por outro lado, e junto com tudo isso, as mídias sociais reforçam aspectos que às vezes são esquecidos, como a redução da privacidade, a exclusão para muitos, o conflito de opiniões, a redefinição das relações das empresas com o mercado, e a reconfiguração das forças sociais.

Modo de produção colaborativo

Benkler argues that a new form of economy might be emerging, i.e. the “networked information economy”, in which nonmarket and nonproprietary commons-based peer production (i.e. “social production”) and exchange of information, knowledge and culture play a central role.

This has become feasible because the capital required for social production and
exchange in the networked information economy is relatively cheap and widely
distributed. [mais aqui]

Sobre o jornalismo e a opinião

Numa grande sociedade dividida em nações subdividida em províncias, em feudos, em cidades, houve sempre, antes mesmo da imprensa, uma opinião internacional, suscitada de tempos em tempos; abaixo desta, opiniões nacionais, intermitentes também, porém mais freqüentes; e abaixo desta, opiniões regionais e locais mais ou menos contínuas. Eis aí os estratos superpostos do espírito público. Só que a proporção dessas diversas camadas, enquanto importância, enquanto espessura, variou consideravelmente, e é fácil perceber em que sentido.

Diferença entre público e as massas

(...) os públicos diferem das multidões no fato de que a proporção dos públicos de fé e de idéia é bem maior, (...) ao passo que as multidões crentes e idealistas são pouca coisa comparadas às multidões apaixonadas e turbulentas. (...) Além disso, como é mais inteligente e esclarecida, a ação dos públicos pode ser e é, com freqüência, bem mais fecunda que a das multidões. "A multidão se compraz em marchar e em manifestar-se sozinha, em exibir sua força e infligi-la ao vencido, vencido sem combate. (TARDE, 2005, p. 36).

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